Ex-alunos - Fui... No que deu

 

  Que encantamento é esse? Que magia é essa que envolve os ex-alunos do CSP? O início da tarde chegava lentamente... e lentamente também, os ex-alunos começavam a pintar, a colorir todos os espaços da cor que marca, que identifica, a cor "cenourinha" . O céu estava azul e o sol, morrendo de inveja, copiou para si, a cor cenoura que emergia pelos espaços do CSP e todo o seu entorno.

Chegava um ali, outro acolá ...olhava ao seu redor, dirigia um longo e demorado olhar na "famosa" portaria e parava... e suspirava ...e simplesmente... sorria...

Em seguida, era despertado das suas lembranças, mais uma vez olhava ao seu redor e, desta vez, cruzava o olhar com o olhar de um amigo, uma amiga, um colega e pronto... abraços. Quantos abraços, abraços demorados, daqueles "passa-recebe" energia, sentimentos verdadeiros de amor, carinho, amizade. Lindo. Mágico!

Entravam, quase correndo, como nos tempos de "ensino fundamental", o riso era o mesmo, fácil, encantador, o brilho intenso nos olhos demonstrava felicidade, demonstravam estar estupidamente feliz. Sentiam-se em casa, de volta ao seu espaço, ao seu abrigo, ao seu "querido lar" que tantas vezes cantou no hino do CSP.

Ao entrar... novos olhares, encantamento, lembranças e mais abraços... beijos... quantos abraços e quantos beijos... quanto cruzar de olhares e depois... mais abraços. Novos olhares e pronto... corriam na mesma direção... e novamente abraços, novamente beijos!

Foram muitos os congestionamentos para o abraço, alguns não conseguiam se conter e se fez massacres, eram massacres de abraços.

Pronto... "agora vou dançar", muitos pensavam. Afinal, as bandas estavam com um som maravilhoso, tocava alto, mas não tão alto que não pudesse se ouvir: "que saudades"," que bom te ver"," como é que está?", "como você está lindo!", "como você está linda", "que transformação é essa?" "e aí, no que deu?": "estou fazendo ADM "estou fazendo publicidade", "estou terminando medicina", "estou jogando no Bahia",(nem para estar no Vitória), "estou trabalhando na tv", "estou trabalhando numa multinacional", "estou terminando biologia", "estou advogando", "fiz mecânica", "sou economista", ou então

"professora .... lembra-se de mim?(como se fosse possível esquecer), "professora... que saudades!", "professor, lembra quando.. ".(como se também fosse possível esquecer),"que legal te encontrar professor, professora...) e palavras ou expressões do gênero. E tudo, mas tudo mesmo, acompanhado de abraços e beijos. Era só alegria, era só riso fácil, era só brilho no olhar ...Mágico!

Alguns no celular tentavam falar ou ouvir, mas como? Ali? Desligavam-no. Aqueles momentos eram tão mágicos, tão intensos que foram inúmeras tentativas frustradas de falar, de ouvir ao celular. Alguns literalmente gritavam, como quem quisesse espalhar por todo o planeta que estava numa festa muito, muito especial.

Declaração escrita por Pró Lizete
na sua estréia na NO QUE DEU
 

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